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terça-feira, 27 de outubro de 2015

TROPAS: Soldados Gurkhas



Gurkhas tem sido parte do exército britânico por quase 200 anos, mas quem são esses lutadores nepaleses temíveis?



 
"Melhor morrer do que ser um covarde" é o lema dos soldados nepaleses Gurkha, mundialmente famosos que são parte integrante do exército britânico. Eles ainda carregam na batalha sua arma tradicional - uma faca curvada de 18 polegadas conhecida como o kukri. Em tempos passados, dizia-se que uma vez a kukri fosse desembanhada em batalha, ela teria "gosto de sangue" – caso contrário, o seu proprietário teria que cortar a si mesmo antes de devolvê-la à sua bainha. 







Principe Harry serviu junto a Brigada Gurkha no Afeganistão

ORIGEM


O nome "Gurkha" vem da cidade montanhosa de Gorkha a partir do qual o reino do Nepal havia se expandido. As fileiras da Brigada sempre foram dominadas por quatro grupos étnicos, os Gurungs e Magars do centro de Nepal, a Rais e Limbus do leste, que vivem em aldeias de agricultores de montanha empobrecidos.

O potencial desses guerreiros foi visto pela primeira vez pelos britânicos no auge de seu império de colonial, no século passado. Os vitorianos os identificou como uma "raça marcial", percebendo neles qualidades particularmente de tenacidade.

Depois de sofrer pesadas baixas na invasão do Nepal, a British East India Company assinaram um acordo de paz precipitada em 1815, o que também lhe permitiu recrutar soldados a partir das fileiras do antigo inimigo.

Após a divisão da Índia em 1947, um acordo entre o Nepal, Índia e Grã-Bretanha cedeu quatro regimentos Gurkha do exército indiano transferidos para o exército britânico, que acabou se tornando a Brigada Gurkha. Desde então, os Gurkhas tem lutado lealmente com os britânicos por todo o mundo, recebendo treze Victoria Crosses (condecoração) entre eles. 


Rainha Elizabeth em revista à Brigada Gurkha
EMPREGO


Eles servem em uma variedade funções, principalmente na infantaria, mas com um número significativo de engenheiros, técnicos de logística e especialistas em sinais.

Mais de 200.000 lutaram nas duas guerras mundiais, onde 43.000 homens perderam suas vidas, mas seus números foram reduzidos drasticamente de um pico na II Guerra Mundial de 112.000 homens para cerca de 3.500 atualmente. Nos últimos 50 anos, eles têm servido em Hong Kong, Malásia, Bornéu, Chipre, as Ilhas Malvinas, Kosovo e agora no Iraque e no Afeganistão.




SELEÇÃO


Os soldados ainda estão selecionadas a partir de jovens que vivem nas colinas do Nepal - com cerca de 28.000 jovens iniciam o processo de seleção para um pouco mais de 200 vagas por ano. O processo de seleção tem sido descrito como um dos mais difíceis do mundo e é fortemente contestado.
Esperançosos, jovens tem que correr aclives por 40 minutos carregando uma cesta de vime em sua parte traseira cheia de pedras pesando 70 libras.

Após ingressarem na Brigada, eles mantêm seus costumes e crenças do Nepal, e a brigada segue festas religiosas, como Dashain, em que - no Nepal, e não os do Reino Unido - búfalos e bodes são sacrificados. 

Treinamento com faca




APOSENTADORIA


Atualmente, os Gurkhas são baseados em Shorncliffe, mas eles não se tornam cidadãos britânicos. Historicamente, Gurkhas que cumpriram seu tempo no Exército - um máximo de 30 anos, e um mínimo de 15 para conseguir uma pensão – são devolvidos ao Nepal.

Gurkha veteranos também têm lutado por pensões iguais com os soldados britânicos. Sua associação alega que o governo britânico lhes paga um terço da renda dos soldados baseados no Reino Unido.



REFERÊNCIAS:

- O texto foi traduzido e adaptado do Site da BBC NEWS (CONFIRA NA ÍNTEGRA)

- Site Oficial do Exército Britânico : ACESSE O SITE

- Fotos foram extraídas da internet


segunda-feira, 26 de outubro de 2015

ARMAS: Faca Kukri

Os Gurkhas são soldados nepaleses que compõem o Exército britânico. Estes pequenos guerreiros são conhecidos como uma das mais temíveis tropas de assalto do Exército Britânico, devido a sua tenacidade nata em combate, usando equipamentos convencionais das tropas britânicas e principalmente as suas tradicionais facas "kukri".




        Os Gurkhas como uma unidade de infantaria de elite, usam o mesmo equipamento moderno das outras unidades do Exército britânico, com uma exceção notável: o kukri, arma nacional nepalesa, que dispensam por nada e se aplicam no treinamento do seu  manuseio, cuja técnica foi obtida de ancestrais. Embora essa faca seja produzida em vários tamanhos (cerca de 25 a 40 cm de lâmina), todas elas têm em comum a lâmina curva.  

      
  Uma sólida empunhadura de madeira nativa da índia e mais o fato de que o fio é também curvo, são os principais fatores que intensificam a energia aplicada a golpes com essas facas. A partir de uma espiga redonda, a lâmina se achata e se alarga, tomando a forma de uma folha, com a ponta aguçada. A parte externa da lâmina é rombuda e grossa, mas o lado interno é como um fio de navalha. Feito de aço de primeira qualidade, o kukri é muito eficiente quando usado como cutelo. 

      
        Projetado com vistas à versatilidade, pode ser utilizado para abrir caminho na mata fechada, construir abrigos, rachar lenha ou como uma perigosa arma de combate. Os simétricos dentes constantes ao início do fio de uma kukri não servem - como se propaga - para arrebentar, logo ao início, a jugular do inimigo, mas sim para evitar que o sangue penetre na empunhadura, aumentando a possibilidade de comprometer o espigão da faca. 


       
       A kukri não se trata, de modo algum, de uma faca para ser lançada; ela é reservada para combate corpo a corpo. A curta distância, o kukri pode ser manejado com mais facilidade que a baioneta dos fuzis, além de provocar ferimentos mais graves. Desde que foram incorporados ao Exército britânico, os Gurkhas levam o kukri numa bainha presa ao cinto, junto aos outros itens do equipamento comum. Nessa posição, a faca pode ser puxada com rapidez. 






         
        Os Gurkhas em muitas guerras passadas as utilizavam para, aproximando-se silenciosamente de seus inimigos, deceparem-lhe a veia jugular, causando morte quase imediata; em combate aproximado, a kukri normalmente era empunhada com a ponta para cima, possibilitando, assim, assestar terríveis (e na maioria das vezes, mortais) golpes na fronte dos inimigos.

       
       Hoje na guerra moderna mais que tudo, a arma provoca um efeito psicológico devastador, e muitos soldados inimigos preferem fugir a ter de enfrentar os assustadores kukris dos combatentes Gurkhas. Segundo uma lenda, quando desembainham a kukri (inclusive só para limpá-la) sempre têm que haver derramamento de sangue, pois isso quando não está em combate um Gurkha deve ter um corte em um dedo ou em uma das mãos antes de guardá-lo, mas isso é apenas uma lenda.


REFERÊNCIAS:

- MEN AT ARMS, ed Osprey

- Fotos retiradas da internet