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segunda-feira, 9 de novembro de 2015

TROPAS: COMMANDOS BRITÂNICOS


Eles foram formados numa época da Segunda Guerra Mundial, quando a Europa estava mergulhada num imenso manto de trevas e países como a França, Holanda e Bélgica tinham sido derrotadas e a Grã-Bretanha era o único país a resistir aos avanços do império nazista.


     
   Os Commandos britânicos foram formados primeiro pelo Exército britânico em junho de 1940, como uma força bem armada e treinada para realizar operações irregulares e assaltos contra posições inimigas no continente europeu e na Escandinávia.
        Inicialmente os assaltos foram feitos com um pequeno número de soldados, e tinha um curta duração e geralmente eram realizados a noite. Com o passar do tempo esses assaltos foram crescendo em complexidade e tamanho. Os Commandos foram formados e operados em segredo e tinham como objetivo produzir um efeito desmoralizador nas forças litorais alemãs, enquanto alcançavam um status de celebridade entre o público britânico, criando um mito, comparável com pilotos de caça da RAF (Royal Air Force), que lutaram na Batalha da Inglaterra. Com a continuidade da guerra, os Commandos tiveram as suas responsabilidades operacionais aumentadas, passando de tropas de choques, para a dotação de brigadas reforçadas que serviam em apoio a grandes operações militares.

FORMAÇÃO 

 

Ten Cel CLARKE
        Winston Churchill deu a instrução para a criação dos Commandos, tendo em vista a formação de uma força que fosse capaz de levar a guerra ao continente europeu, enquanto as forças britânicas e aliadas se preparavam para reconquistar a Europa. A ordem para criação da nova força foi expedida logo após a evacuação da Força Expedicionária Britânica em Dunquerque. Um novo formato de força foi proposto pelo Tenente-Coronel Dudley Clarke (Artilharia Real), durante o seu tempo de serviço como assistente militar do General Sir John Dill, na época, Chefe do Estado-Maior britânico.
    
   Na noite do dia 4 de junho de 1940, em pleno resgate de Dunquerque, Clarke ficou pensando em um novo tipo de unidade militar que pudesse levar a guerra ao território ocupado pelos alemães. Naquela noite ele escreveu em uma folha de papel o rascunho de como devia ser essa nova força.
       No dia 5 de junho, em uma reunião com Sir Dill ele apresentou sua proposta. No dia 6, o General apresentou a proposta a Churchill. Na tarde do dia 8 de junho, General Dill comunica a Clarke que seus planos foram aprovados e, a partir dessa dai,  foi criado o departamento MO9 do Escritório de Guerra.
       Nos dias seguintes os britânicos começaram a trabalhar na idéia de Clarke, que foi modificada e ampliada. Desta forma, a nova fração passou a constituir o quadro das Operações Combinas, que eram formadas pela Marinha, Exército e RAF. Churchill ordenou que as novas unidades, que deviam ser tão agressivas quanto os leopardos, deveriam ser amadas com os recentes equipamento e deveriam lançar um ataque de oportunidade o mais pido possível.
       Em 1940, foram chamados voluntários que serviam no Exército britânico e das Companhias Independentes que tinham sido recentemente desmobilizadas. Dez Companhias foram formadas por voluntários do Exército Territorial para lutarem na Noruega contra os alemães, sabotando as suas linhas de comunicação. Mas diante do rápido avanço dos nazistas eles não fizeram isso e muitas delas não entraram em ação. Os integrantes das tropas Commandos Nº 1 e Nº 2 eram oriundos das Companhias Independentes. Algum tempo depois, também foram chamados voluntários que serviam ao Exército britânico em outros teatros operacionais e homens de países que eram aliados da Grã-Bretanha.

Commandos X, interaliados (IA), fração francesa
      
  Em março de 1941, os Commandos 1 a 9, 11 e 12 foram identificados como Special Service Battalions. Em 1942 o alto escalão da Mari concordou que voluntários fossem recrutados entre os Fuzileiro Navais e o primeiro Royal Marines Commando foi formado (Commando No.40), em meados de fevereiro de 1942. entre 1942 e 1944 os Reais Fuzileiros Navais formaram nove frações de Commandos. Ainda em 1942 recrutas também foram chamados da Força Policial britânica. Cerca de 400 homens participaram do treinamento dos Commandos e depois integraram unidades com a dotação de batalhão.
       Dudley Clarke propôs o nome "Commando" (que alguns dizem ser uma corrupção do termo afrikaans, Kommando, e outros dizem ser de origem hispânica), por causa dos assaltos das unidades Boer Commando, que lutaram contra 250.000 soldados britânicos na Guerra dos Boers (1899-1902). Apesar de Churchill ter gostado do termo, alguns oficiais superiores preferiam o termo "Special Service" e os dois termos coexistiram até o pós-guerra. Por causa da persistência do termo "Special Service" é que surgiram novas unidades com termos derivados como: "Special  Air Service" e "Special Boat Service".
       A principio, cada Commando era constituindo por uma unidade de QG, e mais 10 Tropas de 50 homens (3 oficiais e 47 praças), porém esta formação se mostrou inadequada e foi mudada no começo de 1941, para 6 Tropas de 65 homens (3 oficias e 62 praças) por Commando. Cada Commando tinha tropas com funções específicas, como por exemplo Tropa de Barco, Tropa de Montanha e até Tropas de Ciclistas. Em 1944, os Commandos britânicos formavam quatro brigadas. A 1ª e 4ª operavam no Noroeste da Europa, a 2ª na Itália e Grécia e a 3ª na Birmânia.
       Cada uma dessas brigadas tinha cerca de 2.000 voluntários, e eram compostas por quatro Commandos. Cada Commando como já falado tinha 6 Tropas de 65 homens (3 oficias e 62 praças), mais um QG e tropas de apoio (engenharia e armas pesadas, por exemplo), o que fazia com que cada um tivesse de 450 a 500 homens no total.
       No início, só cidadãos britânicos podiam fazer parte dos Commandos, mas em 1942 foi formado o Commando 10 (InterAliado). Este Commando tinha um QG britânico  e tinha um total de 8 tropas: 1ª e 8ª - francesas; 2ª - holandesa; 3ª - judeus (alemães e austríacos), húngaros, tchecos, era reforçada elementos britânicos; 4ª - belgas; 5ª - noruegueses; 6ª - poloneses e 7ª - iugoslavos. Especialmente cada tropa do Commando 10 tinha cerca de 100 homens e não 65 como era o padrão. O objetivo do Commando 10 era servir de reforço aos outros Commandos, onde os soldados que faziam parte deste commando serviriam em seus próprios países e eram mobilizáveis
        Algumas dezenas de unidades dos mais variados tipos foram formadas durante a guerra entre o Exército, Reais Fuzileiro Navais, Marinha Real(RM) e RAF. Essas unidades ostentavam o título de Commandos ou "Special Forces". As unidades padrões dos Commandos do Exército e dos Reais Fuzileiros Navais, formaram quatro brigadas. Os Comandos não ficavam em alojamentos militares, entretanto, recebiam pagamento extra para prover sua própria acomodação na Inglaterra.

Commandos treinando desembarque

         Em novembro de 1943 com a expansão das forças de Commandos, foi formando um QG do Grupo de Commandos e criadas quatro Brigadas Special Service. Em dezembro de 1944, o SS Group e as SS Brigadas foram renomeados para Commando Group e Commando Brigades respectivamente.

As quatro brigadas em março de 1944:

1 SS Brigade (CO Brig Lord Lovat) – Commandos No.3, 4, 6 e 45 (RM).

2 SS Brigade (CO Brig TDLC Churchill) – Commandos No.2, 9 e 40, 43 (RM).
 
3 SS Brigade (CO Brig DI Nonweiler) – Commandos No.1, 5 e 42, 44 (RM).
 
4 SS Brigade (CO Brig BW Leicester) – Commandos No.41, 46, 47(RM) e 10 (IA).

Principais ações:

1 SS Brigade (Cdo Brigade) – 09/07/43–12/07/43 Sicília; 06/06/44 Normandia; 08/02/45-10/03/45 Avanço para o Reno; 23/03/45-01/04/45 Reno.

2 SS Brigade (Cdo Brigade) – 09/09/43-18/09/43 Salerno; 22/01/44-22/05/44 Anzio; 13/04/45-21/04/45 Argenta Gap.
 
3 SS Brigade (Cdo Brigade) – 09/07/43-12/07/43 Sicília; 01/01/44-12/06/44 Norte Arakan; 12/01/45-29/04/45 Praias de Arakan.
 
4 SS Brigade (Cdo Brigade) – 06/06/44 Normandia; 01/10/44-08/11/44 O Scheldt.

 

REAÇÃO INIMIGA

 

       Destinados à realização missões de alto risco, em que possibilidade de baixas eram considerável, mas se o sucesso fosse obtido, o inimigo sofreria sérias perdas, os membros dos Commandos incomodaram Hitler a tal ponto,  com seus ataques e incursões, que o ditador nazista decretou uma ordem em 18 de outubro de 1942, conhecida como Commando Order ou ‘Kommandobefehl’, ordenando que todos membros dos Commandos ou participantes de operações irregulares (SAS, OSS, SOE), capturados, mesmo uniformizados, fossem tratados como sabotadores, entregues a SD (Policia nazista), transportados para um campo de concentração e imediatamente fuzilados, sem direito a julgamento.
       


REFERÊNCIAS:

- Matéria extraída e adaptada do site Tropas e Armas (CONFIRA NA ÍNTEGRA!)

- Associação de Commandos Veteranos  VISITE O SITE 



sábado, 7 de novembro de 2015

TROPAS: Atiradores de Elite no Vietnã



Os atiradores de elite (snipers ou caçadores) são tropas de apoio fundamentais em uma batalha. Eles facilitam o avanço da tropa na ofensiva, eliminando defensores humanos ou na situação contraria, são essenciais para minar o progresso inimigo na posição defensiva de sua tropa.




     Existem vários debates sobre quem foram os melhores snipers de todos os tempos, então nos limitaremos em citar apenas aqueles que se destacaram na Guerra do Vietnã:




Adelbert F. Waldron 


Waldron posa com seu armamento na base
   
 É um dos atiradores de elite mais bem sucedidos dos EUA, com 109 mortes confirmadas. Seus colegas no Vietnã, comandados pelo coronel Michael Lee Lanning, descrevem algumas das suas façanhas : “Uma tarde, ele estava andando ao longo do rio Mekong em um barco Tango quando um sniper inimigo em terra atirou contra o barco. Enquanto toda a gente a bordo se esforçava para encontrar o sniper, ou um lugar para se proteger, o sargento Waldron pegou seu rifle sniper e derrubou o Inimigo do topo de um coqueiro à 900 metros do barco com um único tiro (em uma plataforma em movimento). Essa foi a demonstração mais impressionante da capacidade dos nossos melhores snipers.”



    Waldron é uma das poucas pessoas que foi condecorado com a “Distinguished Service Cross” duas vezes. Ele morreu em 1995.

Waldron

Carlos Norman Hathcock  (White Feather/Pena Branca)

    White Feather (Pena Branca), por causa da pena que ele usava no chapéu, foi enviado ao Vietnã em 1963 e teve 93 mortes confirmadas. Durante sua campanha no Vietnã, ele conseguiu um tiro cinematográfico: Ele atirou e o projétil entrou na luneta da arma e matou o sniper inimigo pelo olho. Como isso aconteceu? Ele estava descansando em uma base avançada na floresta, quando perceberam que tinha um sniper na área. Eles acreditavam que esse sniper estava caçando Hathcock, pois já havia um prêmio inimigo pelo seu abate, devido sua alta letalidade em combate. Quando ele mirou, numa fração de segundo o reflexo da outra luneta refletiu e ele atirou. Isso só foi possível porque o sniper inimigo estava mirando nele.  

White Feather em sua foto mais famosa



     Outra história de Carlos diz que, certa vez ele cobriu 2km de terreno com grama durante quatro dias sem se alimentar e beber água direito. A área estava coberta de patrulhas, tanto que um inimigo pisou na sua perna, mas logo foi abatido. Abateu um general vietcong a 800m e teve que fugir dos inimigos vietcongs que foram acionados. Na fuga derrubou mais uma patrulha até conseguir um abrigo seguro. Ele morreu em 1999, aos 57 anos vítima da esclerose múltipla.



Charles "Chuck" Mawhinney
     Esse fuzileiro naval foi enviado para o Vietnã em 1967, tem 103 mortes confirmadas e o recorde de mortes dos snipers da Marinha. Ele saiu da marinha sem quase ninguém saber dos seus feitos até que um amigo escreveu um livro destacando os feitos de Mawhinney:



Em combate

“….trouxe à luz, o registro de Mawhinney com 103 mortes confirmadas no Vietnã e com 213 nas demais missões confirmadas.” Mawhinney deixou o Vietnã em 1969, após 16 meses como franco-atirador. Após um breve período como instrutor de fuzil em Camp Pendleton, deixou a Marinha e voltou para sua casa em Oregon. “Eu apenas fiz o que fui treinado para fazer. Eu estava no país há muito tempo, em uma zona quente. Eu não fiz nada de especial.”
Mawhinney pós guerra

terça-feira, 27 de outubro de 2015

TROPAS: Soldados Gurkhas



Gurkhas tem sido parte do exército britânico por quase 200 anos, mas quem são esses lutadores nepaleses temíveis?



 
"Melhor morrer do que ser um covarde" é o lema dos soldados nepaleses Gurkha, mundialmente famosos que são parte integrante do exército britânico. Eles ainda carregam na batalha sua arma tradicional - uma faca curvada de 18 polegadas conhecida como o kukri. Em tempos passados, dizia-se que uma vez a kukri fosse desembanhada em batalha, ela teria "gosto de sangue" – caso contrário, o seu proprietário teria que cortar a si mesmo antes de devolvê-la à sua bainha. 







Principe Harry serviu junto a Brigada Gurkha no Afeganistão

ORIGEM


O nome "Gurkha" vem da cidade montanhosa de Gorkha a partir do qual o reino do Nepal havia se expandido. As fileiras da Brigada sempre foram dominadas por quatro grupos étnicos, os Gurungs e Magars do centro de Nepal, a Rais e Limbus do leste, que vivem em aldeias de agricultores de montanha empobrecidos.

O potencial desses guerreiros foi visto pela primeira vez pelos britânicos no auge de seu império de colonial, no século passado. Os vitorianos os identificou como uma "raça marcial", percebendo neles qualidades particularmente de tenacidade.

Depois de sofrer pesadas baixas na invasão do Nepal, a British East India Company assinaram um acordo de paz precipitada em 1815, o que também lhe permitiu recrutar soldados a partir das fileiras do antigo inimigo.

Após a divisão da Índia em 1947, um acordo entre o Nepal, Índia e Grã-Bretanha cedeu quatro regimentos Gurkha do exército indiano transferidos para o exército britânico, que acabou se tornando a Brigada Gurkha. Desde então, os Gurkhas tem lutado lealmente com os britânicos por todo o mundo, recebendo treze Victoria Crosses (condecoração) entre eles. 


Rainha Elizabeth em revista à Brigada Gurkha
EMPREGO


Eles servem em uma variedade funções, principalmente na infantaria, mas com um número significativo de engenheiros, técnicos de logística e especialistas em sinais.

Mais de 200.000 lutaram nas duas guerras mundiais, onde 43.000 homens perderam suas vidas, mas seus números foram reduzidos drasticamente de um pico na II Guerra Mundial de 112.000 homens para cerca de 3.500 atualmente. Nos últimos 50 anos, eles têm servido em Hong Kong, Malásia, Bornéu, Chipre, as Ilhas Malvinas, Kosovo e agora no Iraque e no Afeganistão.




SELEÇÃO


Os soldados ainda estão selecionadas a partir de jovens que vivem nas colinas do Nepal - com cerca de 28.000 jovens iniciam o processo de seleção para um pouco mais de 200 vagas por ano. O processo de seleção tem sido descrito como um dos mais difíceis do mundo e é fortemente contestado.
Esperançosos, jovens tem que correr aclives por 40 minutos carregando uma cesta de vime em sua parte traseira cheia de pedras pesando 70 libras.

Após ingressarem na Brigada, eles mantêm seus costumes e crenças do Nepal, e a brigada segue festas religiosas, como Dashain, em que - no Nepal, e não os do Reino Unido - búfalos e bodes são sacrificados. 

Treinamento com faca




APOSENTADORIA


Atualmente, os Gurkhas são baseados em Shorncliffe, mas eles não se tornam cidadãos britânicos. Historicamente, Gurkhas que cumpriram seu tempo no Exército - um máximo de 30 anos, e um mínimo de 15 para conseguir uma pensão – são devolvidos ao Nepal.

Gurkha veteranos também têm lutado por pensões iguais com os soldados britânicos. Sua associação alega que o governo britânico lhes paga um terço da renda dos soldados baseados no Reino Unido.



REFERÊNCIAS:

- O texto foi traduzido e adaptado do Site da BBC NEWS (CONFIRA NA ÍNTEGRA)

- Site Oficial do Exército Britânico : ACESSE O SITE

- Fotos foram extraídas da internet